Números gerais
- 73.825 boletins de roubo e furto de celular, uma média de 403 por dia.
- 65% são furtos (cerca de 48,0 mil), sem violência, e 35% são roubos (cerca de 25,9 mil), com violência ou ameaça.
- 92% dos boletins são de ocorrência em via pública. Terminais e estações vêm depois, com 4%.
- 18h e 19h são os horários com mais registros. Entre 17h e 21h ficam 30% dos boletins com hora exata.
- Sábado e sexta-feira são os dias com mais registros.
- 48% dos boletins citam um iPhone. Samsung vem depois, com 28%.
- Distritos com mais registros: Pinheiros (3.520), República (3.162), Consolação (2.720), Itaim Bibi (2.326) e Santo Amaro (2.289).
Contagem de boletins. Lugar por onde passa mais gente registra mais.
O que os números dizem pro dia a dia
- Fim da tarde e começo da noite concentram os registros. 30% dos boletins com hora exata ficam entre 17h e 21h. É a hora da volta pra casa.
- Em transporte, estação e terminal, quase tudo é furto. Entre os registros que dizem que a vítima estava no transporte, são 1.981 furtos e 171 roubos.
- Sábado e sexta-feira têm mais registros. Foram 12.261 e 11.897 no período. O dia com menos teve 8.036.
Cuidados que ajudam
São práticas conhecidas de quem anda pela cidade. Os números acima mostram onde e quando elas pesam mais.
- Na rua, pare antes de usar o celular. 92% dos boletins são de via pública. Pra ver o mapa ou responder uma mensagem, encoste num lugar protegido, como a entrada de uma loja, em vez de andar com o aparelho na mão.
- Evite ficar em carro parado na rua. Carro estacionado com gente dentro mexendo no celular chama atenção. Se precisar parar, escolha um lugar movimentado e fique o mínimo possível.
- Chame o carro de aplicativo de dentro de um estabelecimento. Loja, portaria, restaurante: sempre que der, espere lá dentro e saia só quando o carro chegar. Na calçada, quem espera fica parado e de olho na tela.
- No carro e no app de corrida, celular fora da vista. No semáforo e no trânsito parado, vidro fechado. Entre os boletins que dizem onde a vítima estava, 2.980 são em veículo.
- Em estação e terminal, bolso da frente e mochila na frente. Atenção redobrada no embarque e no desembarque.
- Em bar e restaurante, celular fora da mesa. Guardado no bolso ou na bolsa, ele não fica ao alcance de quem passa.
Deixe pronto antes de precisar
Quatro coisas pra fazer hoje. Com elas, bloquear tudo depois leva minutos.
- Anote o IMEI. Digite *#06# no aparelho e guarde o número fora dele.
- Senha ou biometria na tela e senha no chip. Sem a senha, o chip não funciona em outro aparelho.
- Cadastro no Celular Seguro. Um aviso só bloqueia aparelho, linha e aplicativos de banco.
- Backup em dia. Fotos e contatos continuam com você.
Perguntas frequentes
De onde vêm os dados? É estatística oficial?
Da base "Celulares Subtraídos", que a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) publica na página de transparência. São boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil. O mapa usa só a cidade de São Paulo e só roubo e furto; perda e extravio ficam de fora.
É a base bruta, sem tratamento, e a própria SSP avisa que ela não é estatística oficial. Serve pra enxergar padrão, e cada número aqui deve ser lido como contagem de boletins.
Qual período o mapa cobre?
Ocorrências de abril a setembro de 2026. A publicação mais recente é de 28/10/2026. A SSP publica a base uma vez por mês, com o mês anterior fechado, então o mapa mostra sempre um retrato de 30 a 60 dias atrás. A próxima atualização é esperada pro fim de novembro de 2026.
O mapa abre nos três meses mais recentes (julho a setembro de 2026), e os botões de período mostram os três anteriores ou os seis somados.
Qual a diferença entre roubo e furto?
No roubo há violência ou ameaça. No furto, o celular some sem confronto, muitas vezes sem a pessoa perceber na hora. No período, 65% dos boletins são de furto (47.952) e 35% são de roubo (25.873). Quando o mesmo boletim traz os dois, ele conta como roubo.
Em que horário acontece mais?
No fim da tarde e à noite. O furto tem pico às 18h e o roubo, às 20h. Entre 17h e 21h ficam 30% dos boletins com hora exata.
36% dos boletins trazem só o período do dia (manhã, tarde, noite, madrugada), sem a hora. No mapa, o filtro de faixa do dia usa os dois tipos de informação.
Onde acontece?
Na rua, quase sempre: 92% dos boletins são de via pública. Terminais e estações vêm em seguida, com 4%. As ruas que mais aparecem nos boletins são Praça da Luz (772), Avenida Paulista (754) e Rua Augusta (687).
Quais distritos têm mais registros?
Pinheiros (3.520), República (3.162), Consolação (2.720), Itaim Bibi (2.326) e Santo Amaro (2.289). Olhando só roubo, a lista muda: Capão Redondo, República, Pinheiros e Itaim Bibi aparecem na frente.
O mapa usa os 96 distritos oficiais da Prefeitura. O bairro digitado no boletim varia muito de grafia e não é usado.
Então o centro é o lugar mais perigoso?
O mapa mostra quantidade de boletins. Onde passa muita gente, há mais registros em número absoluto, e isso não diz qual é a chance de cada pessoa. Também há subnotificação: nem toda ocorrência vira boletim, e isso varia de região pra região.
Os pontos mudam de lugar com o tempo?
No bairro, quase nada: a mancha grande da cidade é a mesma de um mês pro outro. No quarteirão, muda. Comparando os três meses mais antigos com os três mais recentes, 13 áreas esquentaram e 10 esfriaram além do que o acaso explica. O dado mostra que muda; o motivo ele não diz.
Por isso o mapa abre nos meses mais recentes e tem o botão Movimento, que mostra em animação os seis meses em sequência.
Por que setembro aparece mais baixo?
Porque o mês mais recente está sempre incompleto: boletim registrado com atraso entra nas publicações seguintes. No período, os meses variam de 11,0 mil a 13,5 mil boletins.
Por que um caso que conheço não aparece no mapa?
5% dos boletins não têm localização: entram no total da cidade e ficam fora do mapa. O ponto é o endereço escrito no boletim, que às vezes cai num endereço de referência, como uma estação ou uma praça. Endereço sob sigilo legal não é divulgado. E quarteirão com menos de 3 registros mostra só a contagem, sem hora, dia, rua ou marca.
O mapa diz se a vítima estava a pé ou em veículo?
Só em parte. 18% dos boletins trazem essa informação. O filtro de situação mostra só esses e avisa disso na tela. O dado não diz como o ladrão estava. Quem registra um boletim ajuda dizendo onde estava: a pé, em veículo ou no transporte.
Meu celular foi roubado. E agora?
Em emergência, ligue 190. Registre o boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet na Delegacia Digital da Polícia Civil de São Paulo. Bloqueie o aparelho, a linha e os aplicativos de banco pelo Celular Seguro, do governo federal, e avise a operadora e o banco.
O site guarda algum dado meu?
Não tem cadastro nem cookie. A localização do botão "Perto de mim" e o que é digitado na busca ficam no aparelho. A contagem de visitas é anônima.